quinta-feira, 14 de abril de 2011

...se cada superação cotidiana for encarada como um milagre pessoal

...então já não preciso mais que se movam montanhas...

...nem que se abram os mares...

...perdoe-me se creio em apenas uma força que move o mundo, o amor!

...e em quão são universais as sua engrenagens!

...e caso eu não aceite alguma outra forma de designá-lo, ainda que acredite serem os mesmos!

...vai saber, ele que move o universo cabe em parte do que sou!

...vai saber a parte que me cabe ai dentro!

...possa ser que me caiba Deus apenas num sorriso

...e que a minha canção ressoe em mesmas vibrações que as estrelas no universo!

...a saber, somos no fim de tudo as mesmas coisas;

...a saber, pouco diferimos em essência, em matéria!

...e vibramos na mesma freqüência sem perceber!

...Corpo e alma pedem amor, amor e amor!

sábado, 19 de março de 2011



E por favor, não me admires com fervor
Não busqueis em mim as respostas certas
Tão pouco as palavras mais bonitas
Nem qualquer vã sabedoria que se perdera um dia pelo caminho
Quero de vós somente respeito e amor
De alguém que sempre estará ao meu lado quando precisar
Mesmo que não seja preciso; tão somente pelo bem estar de nossas presenças
Que possamos estar à vontade mesmo calados, uns perante outros
Ou que essas palavras nem sequer sejam necessárias para fazer entendermo-nos
Porque admiração morre na primeira curva da estrada em que eu errar
Eu quero sim sem medo expor os meus defeitos, e eu os teus também
E possamos ser capazes de rir um do outro sem mágoas
Porque eles fazem sim, parte de um todo que nos define
Ora bons, ora inacabados; mas ainda assim, nós mesmos
Em quem, com afinco, aplicar-se-á o outro, todo amor
Andando sempre juntos
Independentemente de quantas curvas terão essas estradas

domingo, 28 de fevereiro de 2010


Pai


Hoje a sua face estava mais triste

Triste como nunca antes

Pude perceber seus traços familiares

Porém desta vez com muito mais detalhes

Como quem olha alguém que se perderá a qualquer momento

Como quem olha alguém que nunca mais irá voltar

Eu que nunca lhe vi chorar

Fez-se, aliás, abrigo meu para afastar o pranto

Hoje choramos juntos por aquilo que não se poderia mudar

Aqueles planos não vão mudar

Só não o faremos juntos

Aquele amor não vai passar

Apenas guardaremos bem fundo

A sua voz não vai mudar

E o meu olhar não mudará a forma de responder a ela

E se eu chorar

E se acaso meu peito não mais aguentar

E eu até precise gritar

Se eu pedir, por favor, não me negas um favor

Por favor não sumas, vez em quando volta!

E o meu abraço ainda lhe caberá


sábado, 27 de fevereiro de 2010


Tratado de Esperança

Espero que a força da minha paixão não esteja no desejo de me ver refletido sem seus olhos.
Espero não amar mais o seu amor por mim, que a você.
Mas ainda assim, espero poder olhar pra dentro mim, e ter o que amar.
Ainda espero aprender que o há por fora, pouco importa para se ter paz de espírito.
Espero que seja branda a culpa por não importar o valor que nos é dado por quem não nos enobrece; e isto é simplesmente por egoísmo.
Espero que a minha justiça não seja a que me convém. Espero que a minha serenidade não seja um mero luxo.
E espero que o que me convenha não seja só meu, mas possa fazer parte de algo coletivo.
Que o real valor da amizade não seja percebido apenas quando nos derem a mão amiga, mas quando houver prazer em estendê-la também.
Espero que quando amor e sinceridade que eu quiser de volta, eu o tenha certeza de realmente tê-los entregados primeiro.